Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Encontros Improváveis

Histórias sobre tudo e sobre nada

Histórias sobre tudo e sobre nada

Encontros Improváveis

21
Fev18

Os livros #1

Ove, o homem com um coração grande de mais

 

Adoro coincidências. E, foi por mera coincidência, que li este livro, Um Homem chamado Ove de Frederik Bauman. Descobri o blog da Maria das Palavras, descobri a iniciativa Livro Secreto do blog E agora sei lá e o primeiro livro que recebi foi este. Descobri depois que esta história foi adaptada a filme, nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Uma série de coincidências.

 

Um Homem chamado Ove tornou-se assim a 5ª leitura de 2017 e que me tirou do marasmo literário, já que só andava a ler novelas gráficas (muito interessantes, mas curtas e de rápida leitura). Este livro também é de rápida leitura, mas dei por mim a divertir-me mais e a reflectir mais do que tinha esperado quando li a sinopse. O final - esperado, mas bem conseguido - também me deixou pensativa e melancólica, ao ponto de tentar não começar a chorar no meio do parque soalheiro onde estava a ler.

 

Não me vou alongar nos pormenores do livro, até porque não gosto de estragar o prazer da descoberta (e a sinopse já se encarrega de fazer isso), mas há pontos que me tocaram particularmente.

 

“Às vezes é difícil explicar por que razão alguns homens de repente fazem as coisas que fazem. E Ove soubera provavelmente desde o início o que precisava de fazer, quem precisava de ajudar, antes de poder morrer. Mas somos sempre optimistas no que ao tempo diz respeito; pensamos sempre que teremos tempo suficiente para fazer coisas com as outras pessoas. E tempo para lhes dizer coisas.

 

O tempo. A velhice. O sentido da vida. O impacto que temos nos outros e que os outros têm em nós. A solidão. As nossas decisões. O que nos faz avançar. Os arrependimentos. A forma como aceitamos o que não podemos controlar ou mudar. São tudo coisas em que não pensava muito e, que de repente, se tornaram mais importantes. Talvez por estar a chegar aos 30, talvez por tanto ter mudado neste último ano. E este livro — leve, mas tocando pontos difíceis; com uma história simples, mas com personagens encantadoras que adorava conhecer pessoalmente; ao mesmo tempo, irónico, divertido, e triste, — ajudou a relativizar alguns pensamentos que andavam a girar na minha cabeça em modo contínuo nos últimos dias.

 

E, tal como Ove percebeu, entendi também que o tempo só tem a importância que lhe quisermos dar, e que, na maioria das vezes, é apenas uma desculpa, pois sabemos exactamente o que temos de fazer.

Mais sobre mim

Redes sociais

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D