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Encontros Improváveis

Histórias sobre tudo e sobre nada

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23
Fev18

Os livros de 2017

30º aniversário, 30 livros lidos.

 

Não foi propositado, aliás, o objectivo inicial era ler 35 livros, mas foi uma coincidência engraçada.

 

Participei no clube de leitura mensal das Pandoras, juntei-me à iniciativa do Livro Secreto, deixei livros a meio, requisitei livros na biblioteca, conheci livrarias, li novelas gráficas e peças de teatro, o que acabou por resultar num ano de leituras diferentes do habitual.

 

Sem nenhuma ordem em particular, ficam aqui os meus favoritos (fico feliz por as edições portuguesas terem tanto cuidado na escolha das capas):

 

Actos Humanos (Han Kang) — Um livro igualmente violento e belo sobre o massacre de Gwangju, na Coreia do Sul. Uma escritora que tive o prazer de ouvir na Feira do Livro do Porto e de cuja obra gosto muito.

 

 

O que não é teu não é teu (Helen Oyeyemi) — Este livro foi uma surpresa: comprei-o a achar que seriam contos de inspiração africana, dada a origem da autora, mas não são. Têm em comum as chaves, que abrem portas, labirintos, que resolvem mistérios ou adensam as dúvidas. Um livro a reler.

 

 

Ema (Maria Teresa Horta) — Nunca teria lido este livro se não fosse o escolhido para o mês de Março no clube de leitura das Pandoras. Foi a primeira vez que li Maria Teresa Horta e, posso dizer, que valeu a pena. Este é um livro claustrofóbico, com múltiplas personagens e vozes, e um retrato de violência pura. Foi uma excelente discussão.

“Eu falo das vozes que as bruxas e as santas ouviam. As histéricas. As loucas.”
 

 

Um Homem chamado Ove (Frederik Backman) — Mais uma surpresa possibilitada pela iniciativa do Livro Secreto. Uma história ternurenta, que me faz rir, chorar e pensar no tempo e nas possibilidades. Ainda não vi a adaptação a filme que foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2017.

 

Americanah (Chimamanda Ngozi Adichie) — O Meio Sol Amarelo continua na minha lista de livros favoritos desta autora. No entanto, senti uma ligação forte a Ifemelu e à sua história entre os EUA e a Nigéria.

 

 

The Handmaid’s Tale (Margaret Atwood) — Um dos livros mais falados do ano, por causa da adaptação a série. O primeiro episódio aborreceu-me e ainda não voltei a tentar ver, mas o livro deixou-me presa à história, àqueles rituais tão estranhos e àquela personagem tão misteriosa.

 

A Hora da Estrela (Clarice Lispector) — Mais uma descoberta através do clube de leitura. Se antes nunca tinha ouvido falar de Clarice Lispector (tanto tempo desperdiçado!), agora encontro-a por todo o lado. A minha estreia deu-se com este A Hora da Estrela, um monólogo triste e intenso, que me deixou curiosa sobre o resto da sua obra.

 

Os livros que devoraram o meu pai (Afonso Cruz) — Afonso Cruz é um dos meus autores favoritos pela sua imaginação e capacidade de contar histórias. Vivaldo Bonfim, um escriturário entediado, perde-se um dia na leitura e desaparece. O filho irá procurá-lo pelos clássicos da sua biblioteca, numa história curta e bonita.

 

O Ministério da Felicidade Suprema (Arundhati Roy) — 20 anos depois, Arundhati Roy volta ao romance. E valeu a pena a espera: demorei muito tempo a ler este livro; às vezes, mesmo estando a gostar, não consigo entrar totalmente na história, e queria perceber cada personagem com calma. Estou certa que falhei no entendimento de certos temas da política indiana, a que terei de voltar um dia.

 

O Labirinto dos Espíritos (Carlos Ruiz Zafón) — Quando fiz Erasmus em Maastricht, conheci A Sombra do Vento e o Cemitério dos Livros Esquecidos. Quase 10 anos depois, acabei a tetralogia de forma nostálgica e ainda à procura da Barcelona dos livros.

 

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