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Encontros Improváveis

Histórias sobre tudo e sobre nada

Histórias sobre tudo e sobre nada

Encontros Improváveis

03
Mar18

Conversas

— Que miúda?

 

— Não estás a prestar atenção nenhuma. A miúda do 3° esquerdo. Tem um namorado novo.

 

— E depois? Estás sempre preocupada com a vida dos outros. Tenho mais em que reparar.

 

— Pronto, pronto, já vi que estás de mau humor. Estás com má cara… o que se passa?

 

— Ser adulto não é nada fácil.

 

— Não, não é. Mas é bem mais interessante que ser criança.

 

— Tudo me corre mal, não sou nada do que esperam de mim. Ainda ontem tive de ouvir outra vez as colegas do trabalho a dizer que se tivesse filhos, não passeava tanto como passeio.

 

— E depois? Agora já te interessa o que os outros pensam? Para além de que isso é parvo. Podes ter filhos e passear na mesma com eles.

 

— Sinto-me estúpida. E deslocada. Até o Arnaldo me deixou.

 

— Que confusão para aí vai. O Arnaldo foi porque quis. Ou melhor, já não quis ficar. E tu também não querias. Ou achas que é melhor estar numa relação só para não estar sozinho.

 

— Já não sei nada…

 

— Calma, as coisas irão melhorar. Vaia ver. Preocupa-te em alinhares essas ideias. Em focares-te no que queres. Tens de ter um trunfo. Logo que saibas qual é, o que queres, as coisas correm melhor.

 

— É isso. Tens razão. Não devia ter deixado o L. ir para tão longe… Devia ter ido com ele. Tudo seria mais fácil.

 

— Ainda podes ir, Júlia.

 

Parte 2

24
Fev18

Júlia

As despedidas foram rápidas. Júlia já estava atrasada. A irmã quis levá-la, mas ela preferiu que não o fizesse. Custaria menos assim. No fundo, tinha medo de se arrepender.

 

A Cacau ainda ficou a ganir à porta, mas Júlia fez-se de forte. A sua companheira de sempre iria ficar bem com a irmã e os miúdos. Para além disso, a vontade de, finalmente, resolver esta história dava-lhe a força necessária para continuar.

 

 

Doze horas, e três voos depois, Júlia iria, finalmente, estar mais perto de recuperar o amor que deixou fugir.

 

Parte 1

 

 

21
Fev18

O início

Começar algo é assustador. O medo de falhar impede, muitas vezes, que se iniciem projectos, porque é mais fácil não tentar do que errar redondamente, do que admitir que não se é assim tão bom.

 

Contudo, dos projectos na gaveta não há nada a dizer. E eu sempre gostei de histórias. Encontros Improváveis parece-me o melhor sítio para contá-las.

 

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